RS – Inaugurado o serviço de acolhimento familiar

Rio do Sul

A cidade de Rio do Sul passará a contar com o programa Família Acolhedora. O lançamento do serviço ocorre no dia 15 de junho. Trata-se de um programa que estimula guarda provisória de crianças e adolescentes que estão sob medida protetiva. Esta é uma forma de oferecer condições de convívio e socialização até que haja definição judicial se o acolhido será reinserido à família biológica ou se será encaminhado para adoção definitiva. O serviço de Família Acolhedora é parte integrante da Política Nacional de Assistência Social.

O serviço está em consonância com a lei 6.208 de 2020. As pessoas atendidas geralmente estão envolvidas num ambiente em que ocorreu violência, negligência, abuso, risco à integridade física ou emocional. O tempo máximo de convívio é de 18 meses, prazo o qual pode haver prorrogação. Antes de iniciar o acolhimento os interessados passam por seleção e capacitação.

“A família é preparada para convívio a curto ou longo prazo, com a ciência de que o acolhido possa ser encaminhado para adoção ou pode ser concretizado o retorno à própria família de origem. Não é possível previsão, pois os casos são analisados particularmente”, explica o secretário da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Ricardo Pinheiro.

Valores

“Esta é uma forma de estimular o vínculo diário, como um integrante pode participar da nova família, para incentivar valores como: convivência, vínculo, cuidado, afeto e proteção”, enumera o servidor. “Importante salientar que o acolhimento respeita a individualidade da criança. Para o pleno desenvolvimento humano é fundamental estar inserido a um grupo social, ter convivência familiar e comunitária”, pondera o prefeito José Thomé.

Para realizar o acolhimento, os interessados devem ter disponibilidade, apresentar laços concretos de relação familiar, não ter familiares envolvidos com dependência química, terem aptidão para lidar com crianças ou adolescentes, capacidade de lidar com separação, flexibilidade e estabilidade emocional.

No decorrer da guarda provisória é realizado o Plano Individual de Acompanhamento (PIA). Além disso, a família que oferece acolhimento participa de entrevistas e visitas domiciliares para fortalecer a boa adaptação. Também é possível participar de grupos para troca de experiência e escuta mútua.

Interessados

Para quem tem interesse em participar do programa é preciso pré-requisitos como:

– ser maior de 21 anos,

– residir em Rio do Sul,

– não ter interesse em adoção. Tendo em vista que o serviço de Família Acolhedora é temporário, diferentemente da adoção que configura ação definitiva.

E, também, é preciso realizar o preenchimento de ficha na Seades, participar de capacitação (com carga horária ainda a definir). Somente após estudo psicossocial, visita domiciliar, análise de documentos é que uma equipe técnica avalia se a pessoa está ou não apta a acolher.